Organizações começam a implementar os Planos de Intervenção elaborados no Percurso Formativo e demais etapas do Programa

“Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir”.

Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa

Construído com uma proposta inovadora de reconhecer, mas também de capacitar e apoiar Organizações da Sociedade Civil (OSCs) voltadas para a educação integral e inclusiva de crianças e adolescentes, o Programa Itaú Social UNICEF dá início à assessoria técnica e ao fomento financeiro às 40 OSCs selecionadas. A partir de agora – e pelos próximos 18 meses –, as organizações passam por um processo estratégico de acompanhamento e monitoramento da implementação de seus respectivos Planos de Intervenção, por meio de encontros virtuais que serão realizados entre OSCs e facilitadores(as) do Programa. Chegou o momento de os cronogramas construídos pelas organizações serem colocados em prática – técnica e financeiramente.

Juliana Sartori

“Essa é uma etapa muito importante e que marca a mudança de Prêmio para Programa, cuja ideia é estar próximo às OSCs e acompanhar o desenvolvimento dos Planos de Intervenção. Além do reconhecimento, o Programa tem o intuito de acompanhar a implementação desses Planos, que se baseiam nos eixos propostos pelo Programa (desenvolvimento institucional; desenvolvimento integral de crianças e adolescentes; e articulação no território) e na temática transversal, que está ligada à diversidade”, explica Juliana Sartori, consultora da área de Educação do UNICEF.

Letícia Moreira

“A assessoria técnica tem várias estratégias, uma delas é a realização de reuniões individuais de acompanhamento mensal com as organizações, com foco na implementação dos Planos, com o monitoramento e a avaliação dos mesmos, tanto de sua estrutura técnica quanto de seus orçamentos. Além disso, há os encontros coletivos com as 40 organizações reunidas virtualmente, que focam no monitoramento e avaliação, mas também em outros assuntos relacionados à implementação dos Planos, além de potencializar a troca entre as OSCs”, explica Letícia Moreira, coordenadora do Programa pelo Cenpec Educação.

No último dia 02 de julho foi realizado o primeiro encontro coletivo, de boas-vindas. Dividido em dois turnos, o evento contou com a participação de quatro representantes de cada organização (da gestão e de outras áreas) em um primeiro momento para celebração; e, posteriormente, com participação de duas pessoas ligadas à gestão e à área pedagógica de cada OSC (e que estão à frente da implementação do Plano de Intervenção), já em uma agenda de trabalho, no qual foi apresentado todo o processo referente à assessoria técnica e fomento.

Fernanda Andrade

Fernanda Andrade, gestora do Programa no Itaú Social, conta como foi: “As 40 organizações puderam conhecer o grupo, os Planos de Intervenção das demais OSCs, se integrar com as nossas equipes e compreender como será o nosso processo de acompanhamento ao longo dos próximos 18 meses. A proposta deste momento de assessoria é poder contribuir para a reflexão sobre suas práticas e implementação dos seus Planos por meio dessas diferentes estratégias”. Daqui até o final do ano de 2022, quando deverá ser concluída a primeira edição do Programa Itaú Social UNICEF, serão realizados mais cinco encontros coletivos.

Durante todo esse período, as 40 organizações terão encontros individuais mensais com os(as) facilitadores(as) do Programa. Os próximos dois meses serão destinados à revisão dos Planos de Intervenção, ou seja, o momento para as OSCs fazerem as adaptações e ajustes necessários, considerando as suas respectivas realidades – como avaliar a implementação em um cenário de pandemia, por exemplo.

QUAIS OS OBJETIVOS DA ASSESSORIA TÉCNICA?

  • Apoiar organizações que atuam com educação integral e inclusiva de crianças e adolescentes, para que aprimorem suas práticas e alcancem resultados de qualidade em seus territórios.
  • Oferecer apoio técnico-pedagógico para a implementação de seus Planos de Intervenção.
  • Promover a troca de experiências entre as organizações e a constituição de uma rede em prol da educação integral e inclusiva de crianças e adolescentes.
  • Realizar o Monitoramento e Avaliação (M&A) como estratégia de apoio ao desenvolvimento das organizações, construindo caminhos para reflexões sobre sua atuação, gerar aprendizado e explicitar sua capacidade de mudança nos territórios.

Monitoramento & Avaliação (M&A)

Letícia, do Cenpec Educação, explica que o M&A “é uma das estratégias que o Programa tem para apoiar as organizações na hora de construir a matriz de indicadores de cada Plano de Intervenção e apoiar para que elas possam atingir resultados de qualidade. Trata-se de um apoio mais especializado que o Programa tem, que será tratado tanto nos encontros individuais (com uma pessoa da área pedagógica, que apoia na implementação, e outra da área de monitoramento e avaliação) quanto nos encontros coletivos”. No total, 15 facilitadores(as) do Programa vão conduzir a etapa de M&A, dando suporte para que elas possam atingir seus objetivos durante os 18 meses.

Já Fernanda, do Itaú Social, conta que as práticas de M&A são fundamentais para que todas as organizações possam refletir sobre as ações que realizam e verificar se têm conseguido atingir os resultados esperados.

 Nesta etapa de implementação dos Planos, a reflexão sobre avaliação e monitoramento, por meio de aproximação com conceitos e instrumentos, visa apoiar as OSCs na melhor definição de resultados a serem alcançados por seus planos, mas também a pensar que indicadores podem auxiliá-las a acompanhar a realização das atividades previstas e como estas ações geram resultados de curto e médio prazos, na perspectiva de um saber que faça sentido para elas. Dessa forma, a ideia é que o conhecimento não se atenha apenas ao Plano, mas que contribua para a formação e/ou adensamento de uma cultura avaliativa na OSC que permeia o seu fazer cotidiano”

Fernanda Andrade

Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)

O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é uma plataforma estratégica do Programa, hospedada no Polo, ambiente virtual do Itaú Social, onde as organizações contam com uma área logada para trocar experiências com relação aos Planos e acessarem materiais e textos de apoio sobre os eixos do Programa e a temática da diversidade.

  Há todo um trabalho organizado para acompanhar o desenvolvimento dos Planos e para avaliar o que tem sido desenvolvido e seus respectivos resultados. O AVA vai apoiar esse processo, e nele teremos conteúdos disponíveis vinculados aos interesses das organizações e ao processo de implementação dos Planos de Intervenção, como temas relacionados à diversidade, ao desenvolvimento institucional, entre outros. Esse espaço permite a disponibilização de materiais e conteúdos em formatos diversificados, o que facilita e aproxima o nosso contato com as organizações.”

Juliana Sartori

Vale lembrar que conteúdos com enfoques gerais também serão disponibilizados no site do Programa para as demais OSCs.

Fomento financeiro

O fomento financeiro no valor de R$ 100 mil será aplicado por cada uma das OSCs a partir do seus respectivos Plano de Intervenção apresentado, aprovado e revisado. “Desde a elaboração do Plano, procuramos colocar o orçamento com uma parte bem flexível, para que as OSCs pudessem indicar quais as demandas que exigiam recurso e quanto seria alocado para viabilizá-la. Temos entendido cada vez mais que é preciso acreditar na autonomia das OSCs no processo de aplicação dos recursos, apoiando-as com orientações, com instrumentos e orientações que podem contribuir para um planejamento mais certeiro na concepção e execução do Plano”, conta Fernanda, do Itaú Social.

De olhos no futuro

Ao final desses 18 meses, as OSCs serão capazes de executar seus Planos de Intervenção e apresentarem resultados de qualidade.

 A gente espera que elas consigam implementar os Planos no prazo, superar os desafios que tenham durante a implementação, e que a partir do nosso apoio, monitoramento e avaliação, consigam mostrar os resultados mensuráveis que elas esperam. A expectativa é de que as organizações consigam qualificar as suas práticas, relacionadas à educação integral inclusiva com relação às crianças e adolescentes. O Programa vem para que elas possam dar um passo além e aprimorem as suas práticas”

Letícia Moreira

“Esperamos que as OSCs reflitam sobre si, sobre a relação com crianças e adolescentes, assim como suas famílias e comunidades dos territórios em que estão localizadas, a partir de um olhar mais ampliado para promoção do seu fortalecimento institucional e o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes”, completa Fernanda, do Itaú Social.

Para Juliana, do UNICEF, o mais importante é que as OSCs consigam colocar em prática o que propuseram nos Planos, impactando positivamente a vida de crianças e adolescentes. “Que cheguem às crianças e adolescentes, com o olhar para a diversidade, e fortaleça a instituição, a partir de uma articulação mais profunda com o território e fortalecendo suas redes. Queremos que cada Plano seja colocado em prática e faça sentido tanto para crianças e adolescentes, quanto para a comunidade”, conclui.